A
democracia burguesa e as eleições em Belém
A
Comuna teve mesmo de reconhecer, desde logo, que a classe operária,
uma vez chegada à dominação, não podia continuar a
administrar com a velha máquina de Estado; que
esta classe operária, para não perder de novo a sua própria
dominação, acabada de conquistar, tinha, por
um lado, de eliminar a velha maquinaria de opressão até
aí utilizada contra si própria, mas, por outro lado, de
precaver-se contra os seus próprios deputados e funcionários,
ao declarar estes, sem qualquer excepção,
revogáveis a todo o momento
Um
tema que tem chamado a atenção de muitos militantes hoje são as
próximas eleições municipais. Vários companheiros da Frente de
Oposição Bancária, bem como aliados, estão empenhados na campanha
de Edmilson para prefeito. Eu mesmo estou sendo convidado para
participar dela. Queria chamar atenção para que lessem a análise
da coligação Psol-PCdoB-PSTU
com a chapa Edmilson e Panzera feita pelo Silvio, bem como, um
documento
nacional do PSTU
feito especialmente para essa coligação.
Pretendo
nessa postagem participar desse debate dando uma atenção a assuntos
implícitos nessas duas matérias, entendendo que o que segue abaixo
são opiniões pontuais e provisórias e que o tema, uma teoria sobre
o estado, não foi definitivamente acabado na teoria marxista como me
alertou Althusser, ou seja, que o terreno que adentro está sujeito a
armadilhas, que as críticas ao que direi abaixo são a única forma
de clarear esse caminho que tentarei trilhar.



